Cinco Canibais são contratados como programadores de uma empresa de tecnologias de informação. Durante a cerimónia de boas vindas, o patrão diz:«Agora fazem parte da nossa equipa. Vão ganhar bom dinheiro e podem ir à cantina quando quiserem comer. Por isso, não incomodem os outros funcionários.»
Os canibais prometem não incomodar os outros funcionários.Quatro semanas mais tarde o patrão volta a encontrar-se com eles.«Têm trabalhado muito bem e estou muito satisfeito com todos vocês. No entanto, uma das senhoras da limpeza desapareceu. Algum de vocês saberá o que lhe aconteceu?»
Os canibais negam ter qualquer conhecimento da senhora desaparecida.Depois de o patrão sair, o líder dos canibais pergunta: «Qual de vocês foi o idiota que comeu a senhora da limpeza?»
Uma mão levanta-se hesitante, e o líder responde prontamente:«Seu idiota! Durante quatro semanas andámos a comer líderes de equipa, gestores e gestores de projecto para passarmos despercebidos, e logo tu tinhas de comer a senhora da limpeza».
Um executivo foi nomeado CEO de uma grande empresa de alta tecnologia. O CEO cessante reuniu-se com o sucessor e entregou-lhe três envelopes numerados. «Abra estes envelopes quando tiver um problema que se julgue incapaz de solucionar», disse.
Nos primeiros tempos tudo correu bem. Mas, passados seis meses, as vendas sofreram uma forte quebra e o CEO sentiu-se encurralado. Abriu a gaveta da secretária e tirou o primeiro envelope. A mensagem dizia: «Culpar o antecessor:» O novo CEO convocou uma conferência de imprensa e, com delicadeza, culpou o anterior CEO.
Satisfeitos com as suas declarações, a imprensa e a bolsa reagiram de forma positiva, as vendas recuperaram e o problema foi ultrapassado. Um ano mais tarde, a empresa enfrentava uma nova quebra nas vendas, aliada a sérios problemas com os produtos.
O CEO apressou-se a abrir o segundo envelope. A mensagem dizia: «Reorganizar.» Assim fez, e a empresa voltou a recuperar. Após diversos trimestres lucrativos, a empresa voltou a entrar em crise. Mais uma vez o CEO se dirigiu ao escritório e abriu o terceiro envelope. A mensagem dizia: «Preparar três envelopes.»
Leslie Feist é canadiana. Nasceu em 1976. Queria ser escritora. Participou em coros na adolescência. Com 19 anos perdeu a voz por desarranjo das cordas vocais, e não pode cantar durante longos meses. Teve de reaprender. Com 23 lançou o primeiro album a solo.
Vai estar no Coliseu do Porto a 10 de Junho - na Aula Magna em Lx no dia seguinte.
Mais música e outros no myspace_dela - onde se encontra, por exemplo, a proposta de revisita a "Sea Lion" originalmente cantada por Nina Simone.
ah, desta vez nada de reclamações: não estive por aqui, mas estive no Louvre e no blogue do lado.
vamos por partes. A viagem a Paris que, das duas uma: ou me arrumou de vez as ideias e projectos, ou me bateu com força. em qualquer dos casos, ainda é muito cedo para concluir seja o que for. até porque das melhores oportunidades costuma resultar nada. quer na vida, quer no futebol.
depois há o dilema: continuo a esticar para todos os lados, com alguma angústia de não chegar em perfeitas condições a nenhum dos alvos. há uma semana brincava por ser forte a possibilidade de CHUMBAR a três cadeiras de uma só vez. estando uma delas safa, é frustrante lutar não sei bem contra quê - apenas eu perco, no cansaço, na ausência, em tanto que não faço e gostava de fazer. nada de mais, no entanto. o toque de ansiedade para colorir o cinzentismo... segunda o discurso será diferente, duas cadeiras passarão para uma ou para nenhuma.
sobre a vida de Abril na página do lado: apesar de ter tido fortes limitações para participar - acabei por não conseguir, sequer, preparar umas linhas para o fecho da leitura [podemos considerar narrativa aberta?]
mas tenho pensado muito no assunto. acho que se promoveu a leitura em geral, e a leitura de Lobo Antunes em particular. conquistou-se pelo menos um novo leitor. motivou-se pelo menos 2 leituras do livro, e três releituras. criaram-se laços com a obra, com o autor, e entre leitores. deixou-se manifestar a paixão pelos livros. juntaram-se pessoas e iniciativas. enfim, foi bestial.
e sinto uma falta tremenda de ler. e comprei mais de 12 livros nos últimos dias. todos técnicos, todos sobre o mesmo tema, todos a tremer de ideias e notas bibliográficas para a promised thesis. le avenir. what so ever. nada de mais, no entanto. segunda o discurso será diferente...
a verdade é que devia estar a dormir. a verdade é que gostava de amanhã estar fresca como uma alface para fruir devidademente da minha passagem no Louvre. confesso um certo nervosismo. ainda nem fiz a mala. vai chover e apetecia-me passear pelas ruas sem preocupações de me abrigar. esta passagem por Paris vai ser verdadeiramente extraordinária. estou ansiosa pelo momento. receosa de me tremer a voz e tal, apesar de saber que a ansiedade termina rapidamente e vai correr tudo bem. atraso-me por aqui. adio.
somos domadores de máquinas diabólicas. domadores não capazes de um verdadeiro domínio. vai daí vamos tentando dominar. com dias melhores, a maior parte das vezes. mas com dias maus, também, muito poucos, mas demolidores.
somos domadores maçaricos, ignorando-o.
dizia o chefe, num acesso politicamente correcto, que não queria julgar ninguém: quem somos nós para julgar, que também andamos na estrada acima da velocidade, tantas vezes, tantas...
três colegas meus tiveram suspensão da vida por atropelamento. um despiste. muitos metros de travagem a fundo, embate, projecção, queda, morte quase imediata.
ainda não se sabe ao certo o que se passou. excesso de velocidade. e o domador perdeu a rédea. mas sobreviveu. os meus colegas não.
ecos do eurofestival da canção que perduram da minha infância
hoje [sacrilégio] disse com sincero prazer: esta música parece retirada dos eurofestivais de quando éramos pequenos. ele olhou para mim, chocado: desde quando isso é bom?!
ah, peço perdão. gosto muito da música, e parece-me retirada dos festivais da canção da minha infância. se me esforçasse, talvez conseguisse identificar as canções que me ressurgem nesta maravilha de Rufus Wainwright. Mas não quero desiludir-me. Nos próximos dias trauteia-se "the one you love" com insistência por estes lados. [de minha parte: twelve points!]
RUFUS WAINWRIGHT "The One You Love"
The mind has so many pictures Why can't I sleep with my eyes open The mind has so many memories Can you remember what it looks like when I cry
I'm Trying, trying to tell you All that I can in a sweet and velvet tongue But no words ever could sell you Sell you on me after all that I have done
I'm only the one you love Am I only the one you love? The Lady Gloom and her hornets circling round Is now before us, the screaming's done without moving One little move and for sure you will be stung
I'm singing "Oh, Jerusalem oh, Jerusalem See what he's picked up in the park" Let's f**k this awful art party Want you to make love to me and only to me in the dark
I'm only the one you love Am I only the one you love?
We've traded in our snap shots We're going through the motions Into the view, I'm leaving you Down Conduit Avenue into the early morning Into the early morning The one I love Are you only the one I love?
uma forma rebuscada de festejar: passar umas horas na cozinha. bem, não tão rebuscada: existe uma associação directa entre este acto e:
(p.1) ter um fim-de-semana calmo, relaxado, sem stress (p.2) ter convidados / familiares para almoçar
tenho um pudim de maçã no frigorífico que a Cris [por exemplo] PRECISA provar. Eu, no lugar dela, pegava na prima e vinha cá a casa à tarde: via o desenho na parede e provava umas cenas apropriadas para o lanche. e vai haver também uma tarte de queijo com nozes, e talvez uma tarte de amêndoa... bem, tudo boas razões. quem souber o meu telefone avise e apareça a meio da tarde.
ontem lá se fez a defesa da dissertação. prova superada. como última pergunta a arguente quis saber o que aprendi. eu eu pensei: não queira saber! sorri. e ela esclarece: pergunta não vinculativa... e eu prego um susto ao outro: ah, foi a pergunta que eu mais gostei, faço questão de tentar responder. mas não tive coragem para ser má, nem habilidade para ser interessante. dei uma resposta banalzinha: aprendi a ler. lá acabei por acrescentar que a aprendizagem estatística foi dolorosa. a presidente da mesa riu-se. podia ter dado tantas respostas cintilantes, bonitas. mas não, não consegui. ao ouvir anunciada a "última pergunta" rendi-me à evidência: acabou, já posso levantar-me, ir embora, fazer outra coisa qualquer.
mas a verdade verdadinha é que essa foi a única pergunta que ainda não sei responder. talvez o distanciamento ilumine.
mais profissional (e belo) a proposta de José F. Pinheiro para outro dos trabalhos de Rodrigo Leão e companhia, sobre outro dos poemas de Mário Cesariny.
deste filme não se falará amanhã. apesar das várias (e merecidas) nomeações, não se espera que ganhe em nenhuma das categorias - a vítória reside no facto de um filme alternativo, aplicação prática do make it simple, conseguir criar descontinuidade nos planos da indústria para os reconhecimentos do ano.
Juno é um filme simples, criativo e envolvente, que aposta na irreverência do vocábulário, em pessoas/personagens normais, numa história complicada mas sem dramatismos, temperada com humor, uma pitada de romantismo, (outra de moralismo?) e uma rapariga apaixonantemente diferente.
parece um filme leve como as cantilenas que o povoam. mas está lá tudo. amanhã não se falará deste filme, mas por culpa dos óscares Juno ganhou visibilidade e, espante-se, até conseguiu salas para exibição em Portugal (e, não menos relevante, no Porto).
não direi que foi um dos melhores filmes do ano, porque a lista ainda é curta. mas garanto que não foi tempo perdido - bem pelo contrário.