hoje foi a saudação matinal foi florida, uma dezenas de flores lindíssimas e aromáticas desabrocharam do lado de lá da janela. uns passos adiante, as laranjas orgulhosas fazem como se nada fosse.
quem o parece defender é Christina Pluhar. Diz ela que o jazz já lá estava. outros dizem que é fruto do seu arranjo... provavelmente ambas as alternativas são simultaneamente verdadeiras.
soa estranhíssimo. gosto e não gosto. mas o "gosto" é ligeiramente maior, pelo divertimento associado. e porque, mesmo "não gostando" já ouvi mais de uma dezena de vezes...
aqui fica a minha vénia e agradecimento a Tarantino. saí do filme a trautear "I've got the power", não porque faça parte da banda sonora, mas porque se adequa ao trabalho do realizador. sim, ele tem o poder de rever a história. E, a bem da verdade, gosto muitíssimo mais da sua versão.
Um dos melhores filmes que vi este ano.
dizia alguém ao sair da sala, ao telefone: pá, fartei-me de rir. Comédia? Sim, quer dizer, não. Mas tem lá uma cena...
cinema completo, diria eu. profundo, belo, bem interpretado, irónico, duro, e também divertido. também com muitos mortos, bastante sangue - mas não importa. Tarantino cinema total.
o que eu queria perceber de uma vez por todas é que, pelo menos nesta fase, a leitura de papers é um género de batalha naval; procura-se os porta-aviões, pontua-se sempre que se encontra um submarino, mas a maioria dos tiros dão em água. contudo, é um jogo. e com persistência vai progredindo.
infelizmente não tive tempo de ir a mercados fotografar. tenho inveja desta foto, do cheiro destes frutos silvestres. a grande descoberta da viagem ao RU não foi a estatística, foram os frutos silvestres, os frutos vermelhos, os frutos azuis, ...
ou nem tanto. a verdade é que nem consigo dizer quando foi a última vez que comprei um cd fora da internet. antes desta. culpa de Manchester, da ansiedade associada (diz-se que a ansiedade é consumista) e da necessidade de comprar uma mochila para levar o computador comigo. bom, e na caça dos culpados, acrescentar o fazer horas, à espera que o carro estivesse lavadinho. moral da história: reunidas várias condições propícias ao consumismo (presença num local de consumo, estado de espírito mais sensível a vícios, disponibilidade de tempo, entre outras), trouxe uma Amy-Box para casa. a Cris aplaudiu num segundo momento, e a Joana, quando souber, vai descobrir uma pequena vantagem de se ter afastado do Porto por umas semanas: não ter de morar próximo deste objecto. os vizinhos ainda não se manifestaram. o habitante da casa, esse, já está habituado a acontecimentos estranhos, e não deu muita importância.
"eu apoio" era o que se podia ler em centenas de janelas de La Coruña pouco mais de uma semana após o anúncio oficial: a Unesco reconheceu a Torre Hércules como património da humanidade.
não me lembro como foi no Porto, há poucos anos atrás. ou o Pico, ou o Douro, ou Guimarães, ou... enfim, lembro-me das notícias na tv, lembro-me dos festejos de "barragem morta e gravuras a salvo" em Foz Coa. quase aposto que nunca tivemos nada comparado com este repetir de bandeiras azuis, de plástico nas varandas, janelas, montras de lojas... estão a ver o europeu de futebol, bandeirinhas em todo o lado? pronto, é isso que se passa por estes dias na Corunha - subraiam o futebol e somem o património.
no seguimento da habitual leitura do horóscopo no domingo passado, disse eu: ah, bom, a ser assim, esta semana resolvo isto1, e isto2, e até isto3! na quarta-feira isto1 (pendente há 4 meses) resolveu-se inesperadamente. hoje despachei isto2 em tempo record. e dou-me por muito satisfeita!
compreenda-se: para o isto3 eram precisos vários milagres.
agora... não sei se é com ansiedade ou com medo que aguardo a leitura do horóscopo de amanhã.
interpretações múltiplas deste pedaço de poesia J-Lo. oh yeah, mais uma escolha musical escandalosa. mas com pudor, nada de chocar os públicos em demasia.
em todo o caso, o destaque de hoje é justificado por uma das possíveis interpretações da citação cor-de-rosa. uma, apenas. a mais conveniente. faz, prova, e se estiveres a ser coerente (dizer-fazer), enfim, podes gritar. há toda uma magia na certeza.
e na incerteza também.... mas fica para outro dia.